A história dos Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sintro) x Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus), já se estende desde abril deste ano, a luta pelo aumento de 15% no salários dos motoristas parece ter fim, isso porque, hoje, a categoria declarou estado de greve, ou seja, respeitarão as 72 horas antes da greve ser deflagrada.
Pois bem , isso força a interveção do Ministério Público do Trabalho (MPT) no caso, pois entrará com o dissídio coletivo, que definirá qual o percentual de aumento salarial dos motoristas. Caso os empresários discordem e comprovem não poder arcar com o reajuste, eles podem pedir o reequilíbrio dos contratos com a Prefeitura.
A bem da verdade é que só quem sai perdendo nessa história é o povo, que por conta das falta de mobilidade urbana de Fortaleza, se torna refém de um único serviço coletivo. Há, em Fortaleza, uma recusa histórica institucional e das várias gestões que se sucedem em modernizar a mobilidade, a acessibilidade e os transportes públicos de passageiros, componentes urbanos essenciais para a fluência da vida na cidade e sua dinâmica econômica.
A realidade é clara, a cidade vai bem mal, e faço minhas as palavras do arquiteto José Sales,
"sugerimos que os nossos gestores percebam urgentemente que a solução a questão, que muito nos transtorna e traz prejuízos incalculáveis à economia urbana e a própria vida de cada um dos moradores desta cidade, quando em épocas destas paralisações, passa tanto por soluções de modelagem de transporte mais contemporâneas, como a superação da operação exclusivamente através dos terminais de integração, como pela adoção de atitudes de gestão mais proativas, onde a postura de administrar tal qual um avestruz, que enterra a cabeça no buraco, não é a mais adequada. Cabe ao gestor, também, sair do seu gabinete e participar ativamente da negociação entre os concessionários dos serviços e os operadores".
Segue aqui uma música que define bem a situação:
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